11 de outubro de 2011

O Futebol jogado em Alagoas não é o mesmo da rainha Marta


O nível do futebol feminino praticado no estado onde nasceu a melhor jogadora do mundo, está muito abaixo da ‘bola’ jogada por ela. As poucas atletas que se aventuram neste campo encaram no dia-a-dia obstáculos, na tentativa de alcançar o status conquistado pela Rainha Marta. Não é fácil levantar a bandeira do esporte em Alagoas. Os clubes são amadores, mesmo os filiados à Federação Alagoana Futebol (FAF), são poucos conhecidos, e têm apenas uma página em branco no site da entidade.



O UDA (União Desportiva Alagoana) é um deles, representou o estado na Copa do Brasil deste ano, principal torneio do futebol feminino no país. Pena que não passou da primeira fase, foi eliminado após duas derrotas ambas por três a um para o Botafogo da Paraíba. Lá se foi o sonho de chegar às oitavas, nenhuma surpresa como era esperado. Em nível de nordeste, Alagoas ainda está abaixo de estados como, Bahia, Pernambuco e Paraíba.



Mesmo convivendo com a falta de organização, as jogadoras que são verdadeiras guerreiras seguem em busca de reconhecimento. O Brasil é o atual campeão panamericano, mas por aqui não há um campeonato digno de atrair mídia e público. As disputas acontecem na penumbra dos holofotes de outros esportes que conquistam os patrocinadores.



O União após a curta passagem pelo torneio nacional voltou à rotina caseira. O time está focado no alagoano. Este ano a competição local bateu recorde no número de participantes, nove equipes estão na disputa. No entanto o campeonato não vai ter o destaque merecido e conquistar o torcedor. E o UDA volta a sonhar com o título, para representar mais uma vez o estado na Copa do Brasil.



Apesar de ser o atual campeão estadual o UDA é time sem sede e sem campo de treinamento. Atualmente a equipe faz seus treinamentos na praia de Pajuçara. E o mais curioso é que eles só podem ser realizados a noite, afinal as atletas trabalham durante o dia.



É comum no futebol feminino do Brasil, as atletas terem outra profissão em paralelo à prática do esporte, ou melhor, é a verdadeira profissão delas. A bola fica sempre em segundo plano, devido ao amadorismo da modalidade. Por isso ainda não dá pra meninas sobreviverem apenas de gols aqui na terra do melhor futebol, por enquanto só masculino não é?

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