19 de março de 2011
Saltos Ornamentais
Saltos ornamentais ou saltos para a água são os nomes dados ao conjunto de habilidades que envolve saltar de uma plataforma elevada ou trampolim em direção à água, executando movimentos estéticos durante a queda. É considerado um esporte de técnica plástica e flexível. Seu principal aparelho é o trampolim, onde seus praticantes realizam seus treinamentos, que requer do saltador audácia, coragem, perseverança, autoconfiança e concentração.
A história dos saltos ornamentais tem origem na Grécia Antiga, praticada pelas comunidades litorâneas cujos habitantes pulavam de rochedos, mergulhando para o fundo das águas. Aos poucos, o que era apenas um exercício de ginástica começou a se tornar verdadeiramente um esporte, que teve, em 1871, a primeira competição documentada realizada: um torneio no qual os atletas saltavam de uma ponte, na cidade de Londres, Inglaterra. Foi lá que, no século XIX, o esporte ganhou o padrão moderno de disputas.
Este esporte dividi-se em feminino e masculino, ambos com as mesmas provas e sob as mesmas regras. Com suas particularidades, a exemplo de um número maior de saltos realizados pelos homens, os eventos se dividem em: plataforma de 10 m, plataforma de 10 m sincronizada, trampolim de 3 m, trampolim de 3 m sincronizado e trampolim de 1 m, esta última não inserida nos Jogos Olímpicos. Para treinamentos e ambientação são utilizados ainda os trampolins acrobáticos, em solo, e plataformas em níveis mais baixos, para todas as categorias, divididas pelas faixas etárias dos saltadores.
Os saltos ornamentais estão presentes nos Jogos Olímpicos da era moderna desde a edição de 1904 na cidade americana de Saint Louis, somente com homens na disputa. O desporto contou com as provas de "combinado" e "mergulho e distância", que teve como primeiros vencedores, dois estadunidenses. Tendo esses dois eventos fracassado em cativar o público, foram eliminados das subsequentes edições. Quatro anos mais tarde, estrearam as disputas do "trampolim de 3 m" e da "plataforma alta", dominadas por alemães e suecos em todas as posições dos pódios.
Em 1912, além da estreia feminina, estreou também a prova da "plataforma de 10 m". No ano de 1924, após a Primeira Guerra Mundial e a realização da edição de 1920, restaram somente os eventos do "trampolim de 3 m" e da "plataforma de 10 m", tanto para os homens, quanto para as mulheres. 76 anos mais tarde, ambas as provas ganharam suas versões sincronizadas, disputadas em dupla, cujo domínio foi chinês e russo.
O Brasil teve a primeira participação na Antuérpia, em 1920. Os saltos foram uma das cinco modalidades representadas pela nosso país. Entre 1920 e 2008, foram dez edições dos saltos ornamentais do Brasil nas Olimpíadas, com destaque para 2008, quando levou para Pequim sua maior delegação, com quatro atletas.
Entre seus maiores representantes estão Juliana Veloso, única representante feminina nacional em duas olimpíadas e dois pan-americanos, além de ter conquistado o sul-americano no trampolim de 1 m e as medalhas de prata e bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2003. Os destaques no masculino são, Cassius Duran, primeiro brasileiro a conquistar medalha em Jogos Pan-Americanos, e César Castro, único saltador brasileiro a não precisar ir para a repescagem classificatória para os Jogos Olímpicos de 2008.
Fonte: Wikipedia e http://www.cbda.org.br/
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